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| Clovis Renato (ao centro) em meio aos servidores do MPF e do MPT |
O Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União (SINASEMPU) realizou na tarde da
quinta feira, dia 14 de novembro, um evento para discutir ‘Consciência Sindical’.
A palestra ocorreu na Sede da Procuradoria da República no
Estado do Ceará (PR/CE – Ministério Público Federal), Rua João Brígido, 1260,
Joaquim Távora, CEP: 60.135-080, Fortaleza/CE, e contou com a participação de integrantes
do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT),
bem como lideranças do SINASENPU.
Para tratar sobre o assunto o convidado foi Clovis Renato
Costa Farias, Doutorando em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e
Vice Presidente da Comissão de Direito Sindical OAB/CE.
Antes de iniciar a fala, o
ministrante questionou sobre alguns aspectos conjunturais do sindicato, tais
como o percentual de filiação, a organização de tais servidores no modelo
sindical brasileiro e a adesão dos trabalhadores aos movimentos
reivindicatórios da categoria. Assim, partiu para a apresentação de noções
sociais, políticas e jurídicas a respeito do movimento sindical em geral e
seguiu afunilando o discurso para a realidade dos servidores públicos.
Em tal contexto, o orador passou a tecer comentários sobre a
relevância e a imprescindibilidade da organização dos trabalhadores em núcleos
de defesa coletiva, tais como o sindicato, a federação, a confederação e a
central sindical, bem como sobre a importância da consciência de classe que
deve observar a igualdade de condições entre os trabalhadores (empregados ou
servidores) nas relações entre trabalhadores e ‘superiores hierárquicos’ na
Administração Pública (Chefes) e trabalhadores e ‘superiores hierárquicos’ na
iniciativa privada (Chefes), similitude que se insere no contexto laboral tanto
público quanto privado.

Para tanto, demarcou que todos são trabalhadores e sofrem em
contextos vizinhos, o qual não deve ser visto em um quadro de melhores e
piores, mas de iguais desempenhando funções diferentes, o que fortalece a luta
pela melhoria de condições de trabalho e vivifica a humanidade em tom de
solidariedade. “A lógica de dividir ou de
se sentir individualmente diferente é criada especialmente para enfraquecer”,
mencionou.
Tal participação coletiva parte, especialmente, de uma
compreensão de que a postura do Estado (Administração Pública) tem se mostrado semelhante
as atitudes assumidas pelos intervenientes diretos do setor econômico na
iniciativa privada. Algo que parece um contra senso, uma vez que a
Administração, de regra, não tem como fim o lucro, mas que é tristemente real
e, crê o palestrante, um caminho sem volta diante do modelo eminentemente
econômico assumido pelo Brasil.