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domingo, 4 de novembro de 2018
sábado, 3 de novembro de 2018
Solidariedade: Ações de novembro
*GRUPO DANÇA SOLIDÁRIA, o bem além
da dança*
Ações para NOVEMBRO:
Domingo - 04|11
*Ação com pessoas em situação de
rua - 8:30 as 12h.*
Doações necessárias: lanches -
biscoitos, bolos, leite, frutas, descartáveis -, barbeador, roupas....
Segunda - 12|11
*Lar Torres de Melo - Ação beleza - corte e pintura de cabelos,
barba e unhas, 8 às 11h.*
Doações necessárias: barbeador,
hidratante, lanches, revistas.
Quinta, feriado - 15|11
*Organização das roupas doadas,
das 9 as 12h*
Separar roupas, masculina -
feminina, para domingo com as pessoas em situação de rua, preparar presentes
para Lar Batista em dezembro e providenciar festa com as idosas da Casa de
Nazaré
Sábado - 17|11
*Festa com as idosas da Casa de
Nazaré - 14 as 16h*
Doações necessárias:
40 perfumes, 40 hidratantes, 40
sabonetes líquido, 40 leite de rosas, bem como lanche para 80 pessoas. Faremos
campanha para levar água sanitária, sabão em pó, amaciante e desinfetante.
Domingo - 25|11
*Lar Batista - 8:30 às 10:30.*
Doações necessárias: filé de frango, carne moída, peixe, ovos, leite -
integral e Nestogeno1.
Domingo - 02|12
*Ação com pessoas em situação de rua - 8:30 as 12h.*
Doações necessárias: lanches -
biscoitos, bolos, frutas, leite, descartáveis -, barbeador, roupas, sapatos,
bolsas....
*"A SOLIDARIEDADE une as
pessoas e faz a humanidade mais feliz."*
Contato: 999856169sexta-feira, 2 de novembro de 2018
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Conheça o Osho Rachana dos porto-alegrenses
Como predadores rondando a presa, mais de 50 homens e mulheres caminham em círculos, olhos nos olhos. Passa das 22h na noite gelada de quarta-feira, 29 de junho, mas ninguém se importa com a temperatura no galpão isolado no Cantagalo, área rural de Viamão. Ligados em uma energia de raiva, alguns já atiram peças de roupa longe.
— Trouxa!
— Babaca!
— Metidinho de merda!
O vocabulário de provocações fica cada vez mais chulo enquanto aqueles homens e mulheres batem forte os pés no chão de madeira. De uma hora para outra, explodem: ao som de uma trilha eletrônica chamada Return to hell (retorno ao inferno), começam a berrar ofensas para a pessoa que para mais perto. Gritam o mais alto que podem, com o rosto vermelho e veias saltando do pescoço. Pela manhã, eu havia conhecido uma professora de yoga com 22 anos e cabelo dreadlock, um poço de calma. Agora ela está ali, disputando de igual para igual aquele duelo de gritos e saliva, durante meia hora.
A cena faz parte de um dos exercícios realizados para buscar autoconhecimento e viver em harmonia na Comunidade Osho Rachana, no limite de Viamão com a zona sul de Porto Alegre. Intitulado "Eu te odeio, eu te amo", marca o início da meditação Awareness Understanding Meditation (AUM: "Consciência, Compreensão e Meditação"). É uma faxina emocional. O objetivo é colocar todo o lixo que há dentro de si para fora e depois abraçar os amigos da comunidade, pedir perdão e se reconciliar.
— É que nem no mundo das crianças: elas brigam e depois vão lá e se abraçam, porque precisam umas das outras pra brincar — explica Prem Milan, 60 anos, terapeuta de bioenergética, um dos fundadores e líder da Osho Rachana, onde moram 70 pessoas.
As coisas são intensas na comunidade: as meditações, os relacionamentos — e a franqueza aplicada a eles —, os abraços, a sexualidade. São funcionários públicos, professores, músicos, dentistas, engenheiros, programadores, estudantes, massoterapeutas e terapeutas, brasileiros e estrangeiros da Suíça, Espanha, Alemanha e Portugal que decidiram se isolar geograficamente, mas não vivem apartados da sociedade. Depois de um café da manhã coletivo em uma grande mesa, boa parte deles encara uma hora diária de viagem para trabalhar na área central de Porto Alegre. No final do dia, voltam para o sítio de 42 hectares ladeado por estradas de chão, onde só há sinal de uma operadora telefônica e a internet chegou apenas no ano passado.
O nome da comunidade celebra Osho (1931-1990), para quem a verdade só é conhecida no silêncio meditativo. O mestre indiano, apelidado de "guru do sexo", defendia que "o orgasmo sexual oferece o primeiro vislumbre da meditação". Sua imagem está por todo lugar, do refeitório ao galpão de atividades. Com sua longa barba grisalha, ele vigia até quem senta na privada, junto à mensagem "ser natural é a única espiritualidade". Mas ele também era afeito a bens materiais: tinha uma polêmica coleção de 93 Rolls-Royces.
Os moradores da comunidade não se consideram seguidores do Osho — "O guru não ditou regras para serem seguidas", afirma Milan. Eles dizem se identificar com as reflexões e buscam utilizar suas ferramentas. Também adotam novos nomes em sânscrito, como os que o guru dava. Este novo nome, o sannyas (palavra que em híndi significa renúncia), estabelece uma certa ruptura com o passado e pode simbolizar uma busca.
— Se tu me chama de Amanda, é totalmente estranho para mim — diz a terapeuta de bioenergética Anand Punya, nome que significa "êxtase sagrado".
Ela usa Amanda em situações burocráticas, pois não registrou a mudança em cartório, e também segue sendo Amanda para a avó. No Facebook, é Punya Amanda, para não confundir totalmente os amigos de adolescência. Filha de Prem Milan ("união de amor"), Punya, 31 anos, conta que recebeu o sannyas do próprio Osho aos três anos, mas só o adotou definitivamente aos 17. Quando seu pai resolveu mandar uma carta para Pune, na Índia, solicitando um nome em sânscrito, ela também quis o dela. Normalmente, os interessados respondiam algumas perguntas. Punya ainda não sabia escrever, então mandou um desenho — não lembra ao certo como era, mas sabe que esboçou um sol.
Hoje, os próprios moradores criam sannyas para os novatos. Eles buscam "sentir a onda" da pessoa para achar um nome que seja também uma referência para ela. Eu cheguei ao sítio apenas Jéssica Rebeca Weber e me despedi conhecida como Prem Satyam, que significa amor verdadeiro.
Taxa de R$ 1.270 paga casa, luz, água e comida
Link: https://www.youtube.com/redirect?q=http%3A%2F%2Fzh.clicrbs.com.br%2Frs%2Fvida-e-estilo%2Fnoticia%2F2016%2F07%2Fmeditacao-sexualidade-e-vida-em-comunidade-51-horas-na-osho-rachana-6645218.html&v=YuHF8AWXRUk&event=video_description&redir_token=o8NjbCv-xVuTMQqo1DegG7mpYeR8MTU0MTA5MTQ0M0AxNTQxMDA1MDQz
— Trouxa!
— Babaca!
— Metidinho de merda!
O vocabulário de provocações fica cada vez mais chulo enquanto aqueles homens e mulheres batem forte os pés no chão de madeira. De uma hora para outra, explodem: ao som de uma trilha eletrônica chamada Return to hell (retorno ao inferno), começam a berrar ofensas para a pessoa que para mais perto. Gritam o mais alto que podem, com o rosto vermelho e veias saltando do pescoço. Pela manhã, eu havia conhecido uma professora de yoga com 22 anos e cabelo dreadlock, um poço de calma. Agora ela está ali, disputando de igual para igual aquele duelo de gritos e saliva, durante meia hora.
A cena faz parte de um dos exercícios realizados para buscar autoconhecimento e viver em harmonia na Comunidade Osho Rachana, no limite de Viamão com a zona sul de Porto Alegre. Intitulado "Eu te odeio, eu te amo", marca o início da meditação Awareness Understanding Meditation (AUM: "Consciência, Compreensão e Meditação"). É uma faxina emocional. O objetivo é colocar todo o lixo que há dentro de si para fora e depois abraçar os amigos da comunidade, pedir perdão e se reconciliar.
— É que nem no mundo das crianças: elas brigam e depois vão lá e se abraçam, porque precisam umas das outras pra brincar — explica Prem Milan, 60 anos, terapeuta de bioenergética, um dos fundadores e líder da Osho Rachana, onde moram 70 pessoas.
As coisas são intensas na comunidade: as meditações, os relacionamentos — e a franqueza aplicada a eles —, os abraços, a sexualidade. São funcionários públicos, professores, músicos, dentistas, engenheiros, programadores, estudantes, massoterapeutas e terapeutas, brasileiros e estrangeiros da Suíça, Espanha, Alemanha e Portugal que decidiram se isolar geograficamente, mas não vivem apartados da sociedade. Depois de um café da manhã coletivo em uma grande mesa, boa parte deles encara uma hora diária de viagem para trabalhar na área central de Porto Alegre. No final do dia, voltam para o sítio de 42 hectares ladeado por estradas de chão, onde só há sinal de uma operadora telefônica e a internet chegou apenas no ano passado.
O nome da comunidade celebra Osho (1931-1990), para quem a verdade só é conhecida no silêncio meditativo. O mestre indiano, apelidado de "guru do sexo", defendia que "o orgasmo sexual oferece o primeiro vislumbre da meditação". Sua imagem está por todo lugar, do refeitório ao galpão de atividades. Com sua longa barba grisalha, ele vigia até quem senta na privada, junto à mensagem "ser natural é a única espiritualidade". Mas ele também era afeito a bens materiais: tinha uma polêmica coleção de 93 Rolls-Royces.
Os moradores da comunidade não se consideram seguidores do Osho — "O guru não ditou regras para serem seguidas", afirma Milan. Eles dizem se identificar com as reflexões e buscam utilizar suas ferramentas. Também adotam novos nomes em sânscrito, como os que o guru dava. Este novo nome, o sannyas (palavra que em híndi significa renúncia), estabelece uma certa ruptura com o passado e pode simbolizar uma busca.
— Se tu me chama de Amanda, é totalmente estranho para mim — diz a terapeuta de bioenergética Anand Punya, nome que significa "êxtase sagrado".
Ela usa Amanda em situações burocráticas, pois não registrou a mudança em cartório, e também segue sendo Amanda para a avó. No Facebook, é Punya Amanda, para não confundir totalmente os amigos de adolescência. Filha de Prem Milan ("união de amor"), Punya, 31 anos, conta que recebeu o sannyas do próprio Osho aos três anos, mas só o adotou definitivamente aos 17. Quando seu pai resolveu mandar uma carta para Pune, na Índia, solicitando um nome em sânscrito, ela também quis o dela. Normalmente, os interessados respondiam algumas perguntas. Punya ainda não sabia escrever, então mandou um desenho — não lembra ao certo como era, mas sabe que esboçou um sol.
Hoje, os próprios moradores criam sannyas para os novatos. Eles buscam "sentir a onda" da pessoa para achar um nome que seja também uma referência para ela. Eu cheguei ao sítio apenas Jéssica Rebeca Weber e me despedi conhecida como Prem Satyam, que significa amor verdadeiro.
Taxa de R$ 1.270 paga casa, luz, água e comida
Link: https://www.youtube.com/redirect?q=http%3A%2F%2Fzh.clicrbs.com.br%2Frs%2Fvida-e-estilo%2Fnoticia%2F2016%2F07%2Fmeditacao-sexualidade-e-vida-em-comunidade-51-horas-na-osho-rachana-6645218.html&v=YuHF8AWXRUk&event=video_description&redir_token=o8NjbCv-xVuTMQqo1DegG7mpYeR8MTU0MTA5MTQ0M0AxNTQxMDA1MDQz
UFC: Seminário Itinerante de Direito e Processo do Trabalho (inscrições abertas)
Organização: GRUPE
Haverá emissão de certificado. Válido como 6h/aula de atividade complementar.
Data: 06.11.2018
Horário: 14 às 18h30
Local: Anfiteatro da Faculdade de Direito (UFC) - Rua Meton de Alecar, S/N, Centro, Fortaleza/CE
Quem ainda não estiver inscrito no nosso próximo evento, dia 6 de novembro, segue o link: https://goo.gl/forms/Tm1ivJFRFvQyfy3C3
terça-feira, 30 de outubro de 2018
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Siddhartha Gautama (Buda)

Siddhartha Gautama[1] (em
sânscrito, सिद्धार्थ गौतम, transliteração IAST Siddhārtha
Gautama; em páli, Siddhāttha Gotama), (por vezes, simplificado para Sidarta
Gáutama[2] ou Sidarta Gautama) é popularmente chamado simplesmente de Buda ou
Buddha[3] (Sct: बुद्ध, Buddha; lit. O Desperto[4]) ,
foi um príncipe de uma região no sul do atual Nepal que, tendo renunciado ao
trono, se dedicou à busca da erradicação das causas do sofrimento humano e de
todos os seres, e desta forma encontrou um caminho até ao "despertar"
ou "iluminação". Após o que se tornou mestre ou professor espiritual,
fundando o budismo.[5]
Na maioria das tradições budistas,
é considerado como o "Supremo Buda" (Sammāsambuddha) de nossa era, Buda
significando "o desperto".[6] A época de seu nascimento e a de sua
morte são incertas: na sua maioria, os primeiros historiadores do século XX
datavam seu tempo de vida por volta de 563 a.C. a 483 a.C.;[7] mais
recentemente, contudo, num simpósio especializado nesta questão,[8] a maioria
dos estudiosos apresentou opiniões definitivas de datas dentro do intervalo de
20 anos antes ou depois de 400 a.C. para a morte do Buda, com outros apoiando
datas mais tardias ou mais recentes.[9]
Gautama, também conhecido como
Śākyamuni, Shakyamuni e Sakyamuni ("sábio do clã dos Shakyas"),[10] é
a figura-chave do budismo: os budistas creem que os acontecimentos de sua vida,
bem como seus discursos e aconselhamentos monásticos, foram preservados depois
de sua morte e repassados para outros povos pelos seus seguidores. Uma
variedade de ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da
tradição oral e, então, escritos cerca de 400 anos após a sua morte. Os
primeiros estudiosos ocidentais tendiam a aceitar a biografia do Buda
apresentada pelas escrituras budistas como verdadeira, mas, hoje em dia,
"os acadêmicos são cada vez mais relutantes em clamar como aptos os fatos
históricos dos ensinamentos e da vida do Buda."[11]
Biografias tradicionais
As fontes primárias de informações
sobre a vida de Siddhārtha Gautama são os textos budistas. Estes são compostos
por uma grande variação de biografias tradicionais, nas quais estão incluídos o
Buddhacarita, Lalitavistara Sūtra, Mahāvastu e o Nidānakathā.[12] Destes, o
Buddhacarita é a biografia completa mais antiga, sendo um poema épico escrito
pelo poeta Aśvaghoṣa que data de por volta do começo do século II a.C.[13] O Lalitavistara
Sūtra é a segunda biografia mais antiga e a biografia Mahāyāna/Sarvāstivāda
data do século III.[14] O Mahāvastu, extraído do Mahāsāṃghika Lokottaravāda, é outra
grande fonte de biografia, tendo sido composto e incrementado desde o século IV
a.C.[15] Por último, temos o Nidānakathā, da escola Teravada do Sri Lanca,
composto no século V a.C. por Budagosa.[16]
Das fontes canônicas, o Jātaka, o
Mahāpadāna Sutta (DN 14) e o Acchariyaabbhuta Sutta (MN 123) incluem registros
seletivos que, apesar de serem antigos, não são biografias completas. Os contos
de Jātaka registram as vidas prévias de Gautama como um bodhisattva. A primeira
dessas coleções pode ser datada entre os textos mais antigos do budismo.[17] O
Mahāpadāna Sutta e o Acchariyaabbhuta Sutta contam eventos miraculosos que
ocorreram durante o nascimento de Gautama, como a descida do bodhisattva de Tuṣita dos céus para o útero de sua
mãe. Os antigos indianos, geralmente, não se preocupavam com cronologias, se
focando mais nos aspectos filosóficos. Os textos budistas refletem esta
tendência, oferecendo uma concepção mais clara sobre o que Gautama poderia ter
ensinado do que as datas dos eventos em sua vida. Estes textos contêm
descrições da cultura e do modo de vida da Índia Antiga, corroborados pelas
escrituras Jainistas e fazendo, do tempo de Buda, o período mais antigo na Índia
Antiga do qual significantes registros existiram.[18]
Concepção e nascimento
Siddhārtha nasceu em Lumbinī, no
atual Nepal,[19] e foi criado no pequeno reino ou principado de Kapilavastu,
território atualmente dividido entre Nepal e Índia.[20][21] Na época do
nascimento de Buda, a área estava na fronteira ou além da civilização védica, a
cultura dominante no norte da Índia naquele tempo. É mesmo possível que a sua
língua materna não fosse uma língua indo-ariana.[22] Os textos antigos sugerem
que Gautama não estava familiarizado com os ensinamentos religiosos dominantes
do seu tempo até que partisse em sua busca religiosa, que foi motivada por uma
preocupação existencial com a condição humana.[23] Naquele tempo, uma multidão
de pequenas cidades-estado existiam na Índia Antiga, chamadas Janapadas.
Repúblicas e chefias com poder político difuso e limitado estratificação social
não eram raros e eram chamados de gana-sangas.[24] A comunidade de Buda não
parece ter tido um sistema de castas. Não era uma monarquia e parece ter sido
estruturado ou como uma oligarquia ou como uma forma de república.[25] A forma
mais igualitária de governo das gana-sangas, como uma alternativa política aos
reinos fortemente hierarquizados, pode ter influenciado o desenvolvimento de
shramanas (monges errantes) jainistas e sanghas budistas, enquanto que as
monarquias tendiam para o bramanismo védico.[26]
Segundo a biografia tradicional, o
pai de Buda foi o rei Suddhodana, líder do clã Shakya, cuja capital era
Kapilavastu (Capilvasto),[27] e que foi posteriormente anexado pelo crescente
reino de Côssala[28] durante a vida de Buda. Gautama era o nome de família. Sua
mãe, rainha Maha Maya (Māyādevī) e esposa de Suddhodana, era uma princesa
Koliyan. Como era a tradição shakya, quando sua mãe, a rainha Maya, ficou
grávida, ela deixou Kapilvastu e foi para o reino de seu pai para dar à luz. No
entanto, ela deu à luz no caminho, em Lumbini, em um jardim debaixo de uma
árvore de Shorea robusta. Na noite que Siddhārtha foi concebido, segundo biografias
tradicionais, a rainha Maya sonhou que um elefante branco com seis presas
brancas entrou em seu lado direito,[29] e, dez meses mais tarde, Siddhārtha
nasceu. "Siddhartha" (em Pāli: Siddhattha) quer dizer "aquele
que atinge seus objetivos". "Gautama" significa "condutor
de gado" (gau, gado + tama, condutor).[30] Outro registro relatado nas
biografias tradicionais é a de que, durante as celebrações de seu nascimento, o
eremita Asita, retornando de uma viagem às montanhas, anunciou que a criança
iria se tornar ou um grande rei chakravartin ou um homem santo.[31]
O dia do nascimento de Buda é
celebrado mundialmente, principalmente nos países de tradição teravada, e
conhecido como Vesak.[32]
Juventude e casamento
Siddhārtha foi educado pela irmã
mais nova de sua mãe, Maha Pajapati.[33] Por tradição, ele deveria ter sido
destinado por nascimento para a vida de um príncipe, e tinha três palácios (por
ocupação sazonal) construídos para ele. O seu pai, Śuddhodana, desejando para o
seu filho o destino de ser um grande rei e preocupado com extravio do filho
desse caminho, segundo relatos biográficos, tentou proteger o filho dos
ensinamentos religiosos e do conhecimento do sofrimento humano.
Quando chegou a idade de 16 anos,
seu pai arranjou-lhe um casamento com uma prima da mesma idade chamada
Yashodhara (Pāli: Yasodhara). Segundo o relato tradicional, ela deu à luz um
filho, chamado Rahula. Siddhārtha teria passado então 29 anos de sua vida como
um príncipe em Kapilavastu. Embora seu pai garantisse que Siddhārtha fosse
fornecido com tudo o que ele poderia querer ou precisar, escrituras budistas
dizem que o futuro Buda sentiu que a riqueza material não era o objetivo final
da vida.[34]
Partida e vida ascética
Com a idade de 29 anos, de acordo
com as biografias populares, Siddhārtha saiu de seu palácio para encarar suas
inquietações. Apesar dos esforços de seu pai para escondê-lo dos doentes,
moribundos e do sofrimento presentes no mundo, Siddhārtha teria visto um homem
velho. Quando seu cocheiro Chandaka[35] explicou para ele que todas as pessoas
envelheciam, o príncipe partiu para viagens para mais além do palácio. Nesses
encontros, avistou um homem doente, um corpo em decomposição e um asceta. Estas
visões o deprimiram e marcaram profundamente, o que lhe deu motivos para o
esforço de tentar superar a doença, velhice e a morte através do ascetismo.[36]
Acompanhado por Chandaka e por seu
cavalo Kanthaka,[37] Gautama deixou seu palácio para a vida de um mendicante.
Diz-se que os "cascos do cavalo eram abafados pelos deuses" para
impedir que os guardas soubessem de sua partida.[38] Gautama inicialmente foi
para Rajagaha e começou sua vida ascética pedindo esmolas na rua. Tendo sido
reconhecido pelos homens do rei Bimbisara, Bimbisara ofereceu-lhe o trono após
a audição da busca de Siddhārtha. Siddhārtha rejeitou a oferta, mas prometeu
visitar o seu reino de Mágada primeiro, depois de alcançar a iluminação.
Ele deixou Rajagaha e praticou sob
dois professores eremitas. Depois de dominar os ensinamentos de Alara Kalama
(em sânscrito: Arada Kalama), ele foi convidado por Kalama para sucedê-lo. No
entanto, Gautama se sentia insatisfeito com a prática e mudou-se para se tornar
um estudante de Udaka Ramaputta (em sânscrito: Udraka Rāmaputra). Com ele, ele
alcançou altos níveis de consciência meditativa e foi novamente convidado a
suceder a seu professor. Mas, mais uma vez, ele não estava satisfeito e
mudou-se novamente.[39]
Siddhārtha e um grupo de cinco
companheiros, liderados por Kaundinya, tomaram austeridades ainda maiores nas
práticas yogicas. Eles tentaram encontrar a iluminação através da privação de
bens materiais, incluindo a alimentação, praticando a automortificação. Depois
de quase passar fome até a morte, restringindo a sua ingestão de alimentos para
cerca de uma folha por dia, ele caiu em um rio durante o banho e quase se
afogou. Siddhārtha começou a reconsiderar seu caminho. Então, lembrou-se de um
momento na infância em que tinha estado a observar seu pai a arar o campo. Ele
atingiu um estado concentrado, focado, feliz e abençoado: o jhana.
Iluminação
Vedas
Denominam-se Vedas as quatro
obras, compostas em um idioma chamado Sânscrito védico, de onde se originou
posteriormente o sânscrito clássico. Inicialmente, os Vedas eram transmitidos
apenas de forma oral por que . Ainda hoje, em algumas regiões da Índia, como
Kerala, há escolas védicas onde as crianças aprendem de cor o seu conteúdo.[1]
Há muitas dúvidas sobre a época em
que os Vedas foram compostos. Até recentemente, aceitava-se que eles teriam
sido elaborados por volta de 1500 a.C. Mas essa datação se baseava apenas em
evidências linguísticas e na teoria da invasão ariana, que tem sido colocada em
dúvida.[2] Pode ser que sua composição tenha se iniciado por volta de 2000
a.C., ou mesmo antes.
Os Vedas formam a base do extenso
sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, que representam a mais antiga
literatura de qualquer língua indo-europeia. A palavra Veda, em sânscrito, da
raiz विद् vid- (reconstruída como sendo derivada do proto-indo-europeu weid-) que
significa conhecer, escreve-se वेद veda no alfabeto devanágari e
significa "conhecimento". É a forma guna da raiz vid- acrescida do
sufixo nominal -a.
São estes os quatro Vedas:
Rigveda ("veda dos
hinos")
Yajurveda ("veda do
sacrifício")
Samaveda ("veda dos cantos
rituais")
Atarvaveda
Muitos historiadores consideram os
Vedas os textos sobreviventes mais antigos. Estima-se que as partes mais novas
dos vedas datam a aproximadamente 1000 a.C.; o texto mais antigo (Rigveda)
encontrado é, atualmente, datado a aproximadamente 1500 a.C. ou 2000 a.C., mas
a maioria dos indólogos concordam com a possibilidade de que uma longa tradição
oral existiu antes disso. Representam o mais antigo extrato de literatura
indiana e, de acordo com estudantes modernos, são escritos em uma forma de
linguagem que evoluiu no sânscrito. Eles consideram o uso do sânscrito védico
como a linguagem dos textos um anacronismo, embora seja geralmente aceita.
Conteúdo
Os vedas consistem de vários tipos
de textos, todos datando aos tempos antigos. O núcleo é formado pelos mantras
que representam hinos, orações, encantações, mágicas e fórmulas, rituais,
encantos etc. Os hinos e orações são endereçados a uma grande quantidade de
deuses (e algumas deusas), dos quais importantes membros são Rudra, Varuna,
Indra, Agni, etc. Os mantras são suplementados por textos relativos aos rituais
sacrificiais nos quais esses mantras são utilizados e também textos explorando
os aspectos filosóficos da tradição ritual, narrativas e muito mais
Organização
Os mantras são colecionados em
antologias chamadas de Samhitas. Existem quatro Samhitas: Rk (poesia), Sāman
(música), Yajus (oração), e Atharvan (um tipo de sacerdote). Refere-se
normalmente a eles como Rigveda, Samaveda, Iajurveda, e Atarvaveda respectivamente.
Cada Samhita é preservado em um número de versões (shakhas), sendo que as
diferenças entre elas são mínimas, exceto no caso do Iajurveda, onde as duas
versões "brancas" (shukla) contém somente os mantras, enquanto as
quatro versões "negras" (krishna) entremearam os brâmanas junto aos
mantras.
O Rigveda contém a mais antiga
parte dos textos, e consiste de 1028 hinos. O Samaveda é mais um arranjo do
Rigveda para música. O Iajurveda dá orações sacrificiais e o Atarvaveda dá
encantos, encantamentos e fórmulas mágicas. Separadamente destes, há alguns
materiais seculares perdidos e lendas.
A próxima categoria de textos são
os brâmanas. Estes são textos rituais que descrevem em detalhes os sacrifícios
nos quais os Mantras eram usados, como também comentam o significado do ritual
sacrificial. Os brâmanas são associados com um dos Samhitas. Os brâmanas podem
formar ou textos separados, ou, no caso do Iajurveda "Negro", podem
ser parcialmente integrados no texto do Samhita. O mais importante dos brâmanas
é o brâmana Shatapatha do Iajurveda "Branco".
Os Aranyakas e os Upanixades são
trabalhos teológicos e filosóficos. Geralmente formam parte dos brâmanas (como
o Upanixade Brhadaranyaka). São a base da escola de Vedanta de Darsana.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Princípios do Tai Chi: Um sistema de equilíbrio para profissionais de saúde
Curso de Tai Chi baseado em
evidências desenvolvido especialmente para profissionais de saúde
Data: 08 de Fevereiro de 2019
Horário: 09:00 às 5:00
Local: Av. Santos Dumont, 5554 -
Sala B - Cocó, Fortaleza - CE, 60192-018, Brazil
Certificado Internacional pelo
Canadian Institute for Mobility and Aging
Há um interesse crescente na
eficácia do Tai Chi para melhorar o equilíbrio, coordenação, dor e estado de
saúde mental. O Tai Chi é uma atividade física antiga na qual vários estudos
demonstraram que é um exercício efetivo baseado em evidências para reduzir a
dor relacionada a condições crônicas e prevenir quedas, melhorando o
equilíbrio, a flexibilidade e a força muscular. Este é um curso introdutório
direcionado para o público geral, em especial para fisioterapeutas, terapeutas
ocupacionais, kinesiologistas, médicos, enfermeiros, educadores fisicos,
psicólogos e estudantes.
Este curso oferecerá uma abordagem
inovadora baseada em um sistema de equilíbrio onde os princípios do Tai Chi
podem ser aplicados à sua prática clínica.
A metodologia será realizada
através da exposição teórica e
aplicação prática desenvolvida em pequenos grupos aplicando as
técnicas de Tai Chi. A técnica do Tai Chi é muito importante e de significativa
aplicabilidade em clínicas privadas, hospitais, centros de cuidados de longa
duração, centros de bem-estar, centros de saúde
comunitários, entre outras.
Objetivo do curso
Apresentar e explicar a abordagem baseada em evidências do Tai Chi para
melhorar a mobilidade e a dor.
Demonstrar conhecimento de
avaliação e medidas de resultados para participação no Tai Chi para melhorar o
equilíbrio, mobilidade, saude mental e dor crônica.
Aprender os princípios do Tai Chi e como incorporá-los na prática
clínica para indivíduos e grupos.
Público-alvo
Fisioterapeutas, terapeutas
ocupacionais, kinesiologistas, médicos, enfermeiros, educadores fisicos,
psicólogos e estudantes.
NÚMERO LIMITADO DE PARTICIPANTES
Facilitador/Instrutor
Dra. Mirella Veras,
Fisioterapeuta, PhD em Saúde das Populações, Universidade de Ottawa, Canadá e
pós-doutorado em Ciências da Reabilitação, Montreal, Canadá.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
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