Desde: 01.06.2011

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BOM LEMBRAR: André Luiz - ‘Os Mensageiros’: “O que nos deve interessar, todavia, é a semeadura do bem. A germinação, o desenvolvimento, a flor e o fruto pertencem ao Senhor.” (Paulo e Estevão. Emmanuel/JC): “O valor da tarefa não está na presença pessoal do missionário, mas no conteúdo espiritual do seu verbo, da sua exemplificação e da sua vida”. Emmanuel: “O tédio é sempre filho da incompreensão dos nossos deveres.”. “[...] o desencanto constitui-se um veneno da imprevidência e da irresponsabilidade”. “[...] valiosa é a escassez, porque traz a disciplina. Preciosa é a abundância porque multiplica as formas do bem”. “[...] a permanência na terra decorre da necessidade de trabalho proveitoso e não do uso de vantagens efêmeras”. “Jamais atingiremos nossos objetivos torturando chagas, indicando cicatrizes, comentando defeitos ou atirando espinhos à face alheia. Compreensão e respeito devem preceder-nos a tarefa em qualquer parte.” (Emmanuel) "Tudo que a doutrina espirita me ensinou é que precisamos nos renovar sempre." (Chico Xavier).

quinta-feira, 3 de maio de 2018

MAIO DA EMANCIPAÇÃO - DEVASSAR O QUARTO PROIBIDO!


DEVASSAR O QUARTO PROIBIDO!
MAIO DA EMANCIPAÇÃO
O espectro mudou. Hoje, um cadáver apodrece o mundo - o cadáver do capitalismo.

Com você, um desvio do Manifesto Comunista, nos 200 anos de Marx e 50 anos de 68, para a abertura do Manifesto Emancipacionista. Afinal, a 3ª revolução industrial mudou o modo de produção capitalista. Com isso, deve mudar também a sua crítica. Agora, através da crítica categorial teórica e prática é possível suplantar o capital.
Essas provocações contêm provas irrefutáveis: os inúmeros sinais de decadência humana e ambiental produzidos pelo sistema e escancarados diariamente pela crise da fronteira histórica do capitalismo.
A direita, o centro e a esquerda, a mídia e seus sustentáculos, os partidos e seus candidatos, governantes e seus auxiliares, universidades e institutos culturais, movimentos sociais, culturais e ecológicos subestimaram o alerta sobre esse limite há muito tempo prospectado.

Resistiram e não refletiram sobre essa questão decisiva. Desdenharam do alcance da crítica radical aos fundamentos do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias. Não levaram em consideração que essa crítica, baseada no valor-dissociação, alertava sobre a barbárie que adviria caso não suplantássemos o capitalismo e sua modernização, o socialismo.
Com isso, ficaram desarmados para a elaboração de um projeto à altura dos desafios do século XXI. Como consequência, estão despreparados para a superação da devastação humana e ambiental em curso, resultado do colapso do capitalismo.
Em razão disso, todas as tentativas que insistem em continuar ocultando a decomposição do sistema e a oportunidade histórica para a nossa emancipação do capitalismo tornaram-se desprovidas de senso crítico, impotentes, apequenadas.
Exemplos dessas limitações, no Brasil, vêm da campanha eleitoral em curso, dos eventos alusivos aos 50 anos de 68 e das atividades relacionadas com o bicentenário do nascimento de Marx.

No 1º caso, os partidos políticos e seus candidatos insistem em sustentar a disputa entre Dinheiro/Mercado contra Estado/Política e vice-versa. Não querem reconhecer o anacronismo dessa peleja que está na base de uma crise inusitada, a crise da própria forma-valor e não apenas de seus aspectos secundários. Fazem parte dela: a crise ecológica; a impossibilidade, na época da globalização, para a política e para os estados nacionais de continuarem a funcionar como instâncias reguladoras; a crise do sujeito constituído pelo valor-dissociação, particularmente visível na crise da relação entre os sexos e o esgotamento da sociedade do trabalho e de seus fundamentos. Para os neokeynesianos e neoliberais, com suas respectivas tentativas de manutenção acabam alimentando o retrocesso da civilização atual com sua barbárie.
No 2º caso, as abordagens sobre as barricadas de 68 ocultam que elas mantiveram a crítica radical trancada no quarto proibido e que ao virarem modismo perderam a alma, pois moda é o oposto da crítica; que ao insistirem na leitura de que a crítica da Sociedade do Espetáculo (Debord) não é crítica ao capitalismo, censuram os situacionistas e que ao tentarem impedir que floresça a descoberta de que a valorização capitalista do valor – a inversão que ocorre no seu interior entre o abstrato e o concreto, entre meio e fim - transforma as forças produtivas em forças destrutivas, ocasionando com isso um poder estranho e hostil aos indivíduos, apresentando as relações entre os seres humanos como relações entre coisas mortas.

No 3º caso, a programação contempla exclusivamente o Marx exotérico, cuja interpretação da história como história da luta de classes não consegue alcançar a crítica radical categorial ao capitalismo. Trata-se de uma pretensão que visa excluir do debate a abordagem sobre o Marx esotérico, cuja crítica abarca e propõe a suplantação dos fundamentos do sistema. Nossa programação do Maio da Emancipação com o (re)lançamento do livro Ler Marx (Robert Kurz) objetiva sanar essa grave limitação teórica.


Resumindo: essas abordagens querem impedir que entre na ordem do dia a ultrapassagem desse dualismo irracional, ou seja, entre Mercado e Estado e vice-versa, que nos mantém aprisionados à imanência do sistema e, com isso, ainda nos impede de alcançar a transcendência, a autoadministração, a auto-organização que só podem vir da luta para além do Mercado e do Estado.
Se você ainda duvida, participe da programação do Maio da Emancipação onde a conspiração permanente dos situacionistas (maio/68) inspira horizontes mais amplos para a negação da negação do mundo contido na forma sujeito.
Por isso, conclamamos você para suscitarmos insurgências e rupturas para a superação do pensar e do agir moderno e pós-moderno que produziram um fracasso monumental que nos instiga para as possibilidades de suplantá-los conquistando e construindo uma sociedade humanamente diversa e desfetichizada, socialmente igual e criativa, prazerosa no ócio produtivo, ecologicamente exuberante e bela e completamente livre.
Irrompeu o momento para entrarmos e devassarmos o quarto proibido na 4ª revolução industrial. Não só para revelarmos os segredos mais importantes da humanidade e do planeta. Mas para inaugurarmos uma nova época: a época da emancipação humana e ambiental. Vamos superar a história das relações fetichistas com seu cantar para as mercadorias inaugurando uma nova relação social que canta os seres humanos desfetichizados com suas paixões desmedidas.

PROGRAMAÇÃO
 
03/MAIO/2018 - QUINTA - 18h
LANÇAMENTO E DEBATE DO LIVRO DE ROBERT KURZ
A HONRA PERDIDA DO TRABALHO (ANTÍGONA)
Auditório Rachel de Queiroz - CH 2 - Benfica-UFC
PRESENÇAS: Aécio Oliveira (UFC), Clovis Renato (UFC)
e Jorge Paiva (Crítica Radical)

 
05/MAIO/ - SÁBADO - 9h
RODA DE CONVERSA - DA COMUNA RUSSA AO PROJETO DO SÍTIO
PLANTIO DE ÁRVORES EM HOMENAGEM A MARX E CÉLIA ZANETTI
Sítio Brotando a Emancipação
Mangabeira – Cascavel
 
10/MAIO - QUINTA - 9h
ABAIXO A PERSEGUIÇÃO E CRIMINALIZAÇÃO DOS MESTRES
RONALDO, ARIVALTO, EUCLIDES, LENIM E GEORGE...
TODO APOIO À GREVE DOS PROFESSORES
CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA IMPRENSA
ÀPASSEATA à ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
 
DE 10 A 20 DE MAIO
Atividade intensa de contatos, ampla divulgação para aquisição das cartelas, performance com a crítica da sociedade do espetáculo e a campanha do NÃO VOTO nas ruas.
 
25 DE MAIO - QUINTA - 18h30m
A CRÍTICA DA SOCIEDADE DO ESPETÁCULO HOJE
FILMES, LIVROS E CORRESPONDÊNCIAS DE DEBORD.
BANNERS, PUBLICAÇÕES SITUACIONISTAS E FOTOS DE 68.
SORTEIO DO FIAT DA ROSA
ADUFC - AV. DA UNIVERSIDADE, 2346
 
29 E 30 DE MAIO - SEGUNDA A QUARTA
As aventuras do fio de meada da crítica radical do valor e sua inconsciência num encontro com Marx, Freud, Debord, Postone e Kurz - Local a confirmar
 
31 DE MAIO A 03 DE JUNHO - QUINTA A DOMINGO
MUTIRÃO NO SÍTIO BROTANDO A EMANCIPAÇÃO
Fonte: Crítica Radical

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