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sexta-feira, 2 de junho de 2017

RJ: Espiritismo - Lar de Frei Luiz


A história do “Lar de Frei Luiz” é o resultado do entrelaçamento de duas personalidades que souberam, sob o amálgama do amor, materializar e edificar uma seara de luz. Uma história de muitos desafios, onde prevaleceu a determinação do nosso fundador, Luiz da Rocha Lima, que soube concretizar na matéria, o que Frei Luiz havia plasmado nas esferas espirituais.
Quando voltamos no tempo para o dia de 29 de Junho de 1947, encontramos as premissas básicas de fundação do “Lar de Frei Luiz“: Ser uma obra de natureza filantrópica, tendo como atividade principal a manutenção de um educandário para crianças necessitadas.

O sonho de Frei Luiz, a realização de uma obra de verdadeira beneficência, encontra eco e sintonia ao se manifestar após seu desencarne em orientação ao Dr. Luiz da Rocha Lima. Sob sua égide de nobres propósitos, inspira o então presidente do grupo “Cenáculo Espírita Cristo Consolador “, numa memorável reunião em 29 de junho de 1947, para que se aprofundasse no amparo às crianças necessitadas. Neste momento fica estabelecida e traçada, a vocação desta parceria de luz dando ao Lar de Frei Luiz, o alicerce básico e principal de sua organização: a prática da caridade.
Nos primeiros tempos, a idéia fundamental da nossa organização seguiu o foco norteador de prestar assistência à infância desamparada, e como fiel servidor e apóstolo do bem, Dr. Luiz da Rocha Lima, sem poupar esforços, com o apoio incansável de sua esposa Astéria, segue o seu nobre mandato e materializa os desígnios do alto, como queria Frei Luiz .

Após o desencarne do Dr. Luiz da Rocha Lima, sua sucessão se dá por companheiros que já compartilhavam os trabalhos da Casa, primeiro o Dr. Ronaldo Gazolla, em seguida a sua esposa Dra. Helena Mussi Gazolla e, mais recentemente, em 2011, o Sr. Wilson Vasconcelos Pinto.
Os pilares da Obra foram fielmente mantidos e revigorados através do tempo e, todos os irmãos que nesta casa trabalham se empenham em fazer o seu melhor, praticando a Caridade pela Caridade.
Nossa Instituição vive de doações principalmente de pessoas físicas, simpatizantes da nossa Obra, e graças a esses irmãos, consegue manter hoje serviços à Comunidade, totalmente gratuitos, visando a proteção da criança, do adolescente e do idoso, assim como as suas famílias carentes.

Frei Luiz nasceu em 29 de junho de 1872 na aldeia de Marienfield, região de Westfalia, Alemanha e morreu em 08 de abril de 1937, na cidade de Petrópolis com quase 65 anos. Veio para o Brasil em 1894, chegando à Bahia em 10 de julho, como noviço franciscano.
Algum tempo depois, após se recuperar da febre amarela e da tuberculose que contraiu na Bahia, Frei Luiz vai para Olinda, onde termina seu noviciado e vai receber as chamadas Ordens Maiores de Subdiácono e Diácono em Recife. A saúde precária faz com que a sua transferência seja recomendada para um local de clima mais saudável, o que o faz seguir para Petrópolis em 1900, onde se dedica a orientar, auxiliar e visitar todos os necessitados da região.

Seu trabalho no campo religioso, como sacerdote franciscano, foi maravilhoso e lhe granjeou o carinho e a gratidão de todos que o conheciam. Devido a sua pureza, bondade e ligação com Deus, Frei Luiz se tornou um canal através do qual podia fluir o auxílio divino aos que mereciam. Muitas de suas bênçãos se transformavam em passes curadores.
Dominando perfeitamente o português, Frei Luiz, em 1905, dedica-se ao estudo da vida de seu protetor, Antônio de Pádua e escreve “Vida e Culto de Santo Antônio”, que recebeu elogios até do grande poeta e literato Conde de Afonso Celso.
Foi também professor da escola primária São José, mantida pelos franciscanos e lecionou Dogmática e Direito Canônico no Seminário Franciscano de Petrópolis. Seus sermões eram ouvidos com grande atenção por todos, inclusive pelos intelectuais. Frei Luiz foi alvo de muita perseguição e muitos atentados. Enquanto conservou a consciência, falou de amor e caridade, sendo essa sua grande mensagem.

O coração de Frei Luiz deixou de bater próximo às 23:00 do dia 08 de abril de 1937. O seu enterro parou Petrópolis.
No dia seguinte à sua morte levaram seu corpo da enfermaria para o convento onde romarias de fiéis foram vê-lo pela última vez. Frei Luiz sempre foi para todos um amigo, um confessor e um conselheiro de todas as classes sociais.

NOSSOS SERVIÇOS
ATENDIMENTO ESPIRITUAL
(21) 3539-9539
ATENDIMENTO ADMINISTRATIVO
(21) 3539-9550
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ENDEREÇO
Estrada da Boiúna, 1367 – Taquara - Jacarepaguá - Rio de Janeiro – RJ - Brasil
ATIVIDADES SOCIAIS
» Ambulatório médico
O ambulatório social Amélia Piccolotto foi fundado em 1977.
O público alvo é composto, em sua maioria, por moradores da região.
Sua equipe médica é composta por profissionais voluntários de diversas especialidades, entre elas: clínica médica, ginecologia, pediatria, etc.
Sua estrutura conta com um dispensário de medicamentos que são obtidos através de doações à Instituição. Os medicamentos são distribuídos ao público mediante apresentação de receita médica.

» Apoio à jovem gestante
O Projeto Maria da Luz foi implementado em 1994.
São atendidas gestantes, adolescentes e mulheres adultas, que residem em Comunidades do entorno da Instituição.
As reuniões sócio-educativas são mensais e contam com a participação de convidados de diversas formações especializadas: Psicologia, Ginecologia e Obstetrícia, Enfermagem, Pediatria, Serviço Social, e outros.
São realizadas orientações e encaminhamentos pelo Serviço Social da Instituição.
Durante as reuniões são distribuídos peças de enxoval para o futuro bebê.

» Bazar
No nosso Bazar vendemos os produtos que recebemos em doação e não temos necessidade de utilizar em nossa Casa. É dessa forma que arrecadamos grande parte dos recursos necessários à manutenção da Instituição e de todos os serviços assistenciais que prestamos aos mais necessitados.
Você pode ajudar doando roupas, móveis, utensílios e objetos que não lhe sirvam mais ou ainda vindo ao Bazar e comprando os produtos que estão disponíveis.
Temos grande variedade de móveis residenciais, móveis de escritório, eletrodomésticos, objetos de decoração, brinquedos, roupas femininas, masculinas, infantis e de bebê, além de grande sortimento de vestidos de noiva.

» Cestas Básicas
O Projeto Maria da Paz foi implementado em 1984.
Atualmente, a Instituição tem parceria com o Centro de Referência de Assistência Social- CRAS Machado de Assis, que promove o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV com a população cadastrada no Projeto.
Na reunião mensal sócio-educativa são abordados temas relevantes à saúde e aos direitos do público assistido. São distribuídas 125 (cento e vinte e cinco) bolsas de alimentos para famílias cadastradas.
Obs: As inscrições estão suspensas, temporariamente, devido grande demanda na lista de espera.

» Creche

Espiritismo:Programa Encontro de Fátima Bernardes


Programa Encontro de Fátima Bernardes - Parte I

Quinta Contábil com Clovis Renato trata sobre Assédio Moral

Sindcont-Ce realiza palestra sobre assédio moral com o Advogado Clovis Renato
O Sindicato dos Contabilistas do Estado do Ceará (Sindcont-Ce) realiza nesta quinta-feira (01/06), mais uma edição do projeto “Quinta-Contábil” com o tema Assédio Moral com o advogado trabalhista e professor universitário, Clovis Renato Farias que é membro Grupo de Estudos e Defesa do Direito do Trabalho e do Processo Trabalhista.
O que é assédio Moral?
O Assédio moral é a exposição de uma pessoa a situações de humilhações e constrangimento, durante o trabalho, no exercício de suas funções.
Clovis Renato aborda várias formas de assédio, inclusive o assédio eleitoral, quando os candidatos pressionam trabalhadores, como servidores e terceirizados para obriga-los no envolvimento de campanhas.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

FLORIANÓPOLIS: TRABALHO EM CONDIÇÕES DEGRADANTES (CLOVIS RENATO)


História do Espiritismo: Bibliografias


CLIQUE NO ITEM E SERÁ DIRECIONADO PARA A FONTE


Espiritismo no Brasil: Manuel Vianna de Carvalho


Manuel Vianna de Carvalho (Icó - Ceará), 10 de dezembro de 1874 — Salvador (Bahia), 13 de outubro de 1926) foi um militar e espírita brasileiro.
Destacou-se como um orador na divulgação da Doutrina Espírita.
Considerado um dos vultos do Espiritismo, foi engenheiro militar, bacharel em Matemática e Ciências Físicas, tendo alçado, no Exército Brasileiro, o posto de Major. Exerceu o cargo de Chefe do Estado-Maior da 7ª Região Militar. Dotado de grande cultura científica e literária, era profundo conhecedor da Doutrina Espírita, o que fez com que se destacasse como um dos seus mais ativos propagandistas na Região Nordeste do Brasil.
'==Biografia=='
Foi filho do professor Tomás Antônio de Carvalho e de D. Josefa Viana de Carvalho.

Concluiu os estudos de Humanidades no Liceu de Fortaleza. Posteriormente, em 1891, matriculou- se na extinta Escola Militar do Ceará, onde mereceu classificação de destaque pelo seu comportamento e merecimentos intelectuais.
Embora desde 1891 tivesse dado início à sua tarefa de divulgação do Espiritismo, ela somente tomou vulto após ter-se matriculado no curso superior da antiga Escola Militar da Praia Vermelha, em 11 de fevereiro de 1895.
À época, existia na cidade do Rio de Janeiro o Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil, ao qual Vianna de Carvalho se integrou, vindo a proferir conferências que conseguiam atrair mais de quinhentas pessoas.

No ano de 1896 foi transferido para Porto Alegre, como aluno da Escola Militar que ali funcionava. Nessa capital o Espiritismo já era difundido por alguns pioneiros, dentre eles Joaquim Xavier Carneiro, dirigente do Grupo Espírita Allan Kardec, que dada a sua austeridade de costumes e práticas humanitárias exercia enorme influência. Vianna de Carvalho, de posse de uma lista com os nomes e endereços de simpatizantes do Espiritismo, logrou reunir um grupo numa casa abandonada, desprovida de mesas e cadeiras onde, de pé, os frequentadores das reuniões ouviam o seu verbo inflamado. Posteriormente conseguiu formar um núcleo de estudos que passou a funcionar no andar térreo de uma casa no centro da cidade.

Em 1898 publicou a sua primeira produção literária "Facetas", contos e fantasias. Em seguida publicou "Coloridos e Modulações". Nesse mesmo ano foi transferido para o Rio de Janeiro, onde recomeçou as preleções no Centro da União Espírita e em outros grupos, participando de um congresso e encetando numerosas viagens ao interior do Estado do Rio de Janeiro.

Transferido para Cuiabá, no estado de Mato Grosso, ali fundou o Centro Espírita Cuiabano.
Em 1907 regressou ao Rio de Janeiro a fim de matricular-se no curso de engenharia militar da Escola do Realengo, período em que tornou-se o orador oficial da Federação Espírita Brasileira, qualidade em que realizou viagens pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Foi ainda colaborador assíduo da revista Reformador.
Após concluir o curso, rumou para Fortaleza, estado do Ceará, em abril de 1910. Ali iniciou uma série de conferências espíritas nas dependências da Loja Maçônica e, no dia 10 de junho, fundou o Centro Espírita Cearense.

Espiritismo no Brasil: Francisco Spinelli


Chegado ao Brasil em 1911, vindo da Itália, natural de Nápoles, onde nasceu em 1893, fixou residência, inicialmente, em Vacaria – RS, mudando-se, posteriormente, em Bom Jesus – RS.

Como funcionário do Banco do Estado do Rio Grande do Sul e da Prefeitura da cidade, ingressou no Espiritismo. Foi presidente do Centro Espírita Amor de Jesus e colaborador de Marcirio Cardoso de Oliveira na implantação e divulgação da Doutrina Espírita na região serrana.

Grande orador e dotado de dinamismo invulgar, formou a Caravana de Divulgação e, em companhia de seu amigo Marcirio e do médium Jurê Varella e outros companheiros de Doutrina, percorriam, nos fins de semana, os povoados dos campos de “Cima da Serra”, fundando núcleos familiares e disseminando a leitura das obras espíritas que conduziam em cargueiros sob o lombo de mulas.


Foi numa dessas incursões que, na localidade Princesa dos Campo – RS, na residência do agrimensor Vicente A. de Oliveira, fundou o Centro Espírita Alunos do Bem, denominação que o irmão Vicente, ao mudar residência para Caxias do Sul, com outros conterrâneos que também vieram, empregou também na criação de outro Centro.


Spinelli, por exigência profissional, transferiu-se para Porto Alegre em junho de 1946, passando, desde então, a integrar-se através de colaboração a várias sociedades espíritas da capital do Estado, não tardando a ser eleito Presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e do movimento nacional.

E já, de início, criou a Caravana da Fraternidade, percorrendo vários estados do país na propaganda da unificação da prática espírita, que culminou com a assinatura do Pacto Áureo, onde, na qualidade de relator das conclusões do Congresso, desempenhou a incumbência com brilhantismo e competência, possibilitando a finalização do ato, em 05 de outubro de 1949, na Casa de Ismael, no Rio de Janeiro.


Na presidência da FERGS, incentivou as comemorações do centenário dos fenômenos de Hydesville, confirmação da realidade medianímica que deu início à Codificação.

Criou a comissão para disseminar os Departamentos de Evangelização da Infância e da Juventude. Instituiu, na FERGS, o programa: “Em cada Centro Espírita uma Livraria”, hoje vitoriosa ideia semeadora de luzes e conhecimento doutrinário.

Desencarnou em Porto Alegre, em 07/08/1955, deixando um legado significativo para o Espiritismo no Brasil.

A busca do equilíbrio - CEJD (Renato)


segunda-feira, 29 de maio de 2017

As cirurgias espirituais de Dr. Fritz pelo médium Zé Arigó


Dr. Fritz no Jô Soares (SBT, 1990)


Jô Soares entrevista Dr Fritz (Jô Soares onze e meia 16/04/1997)


Espiritismo no Brasil: Francisco Peixoto Lins ("Peixotinho")



Francisco Peixoto Lins
Infância e juventude
Seus pais foram Miguel Peixoto Lins e Joana Alves Peixoto. Embora nascido em 1905, para efeito do Registro Civil e, destarte, para todos os efeitos, seu nascimento se deu em igual data do ano de 1907.
Tendo perdido a sua mãe em tenra idade, passou a sua infância em Fortaleza, cercado pelo afeto dos tios. Iniciou a sua educação em um seminário, iniciando-se nessa etapa da vida sérias dúvidas sobre a existência de Deus, diante de temas tão distintos como o das diferenças sociais marcantes na Região Nordeste do Brasil, e do nascimento de seres anormais.

Aos catorze anos de idade deixou o seu estado natal em busca da Amazônia, à época um Eldorado para um nordestino. Durante dois anos trabalhou na extração de borracha nos seringais amazonenses, enfrentando, além da solidão, os perigos da região e a exiguidade de recursos da época.

A prática mediúnica
Em 1926 veio para o Rio de Janeiro, então capital da República, tendo se alistado no Exército Brasileiro, vindo a servir na Fortaleza de Santa Cruz da Barra.
Posteriormente, foi transferido para Macaé, no litoral do estado. Foi naquela cidade que se iniciou a sua prática na Doutrina Espírita, vindo a fundar, com um grupo de amigos, o Grupo Espírita Pedro. Também em Macaé, em 1933, veio a constituir família, desposando Benedita Vieira Peixoto, carinhosamente apelidada de "Baby".
Em sua carreira como militar foi por diversas vezes transferido. Para onde quer que fosse, fixava residência com a família e ali fundava um posto de receituário homeopata. Assim se deu em Imbituba, Rio de Janeiro, Santos e Campos dos Goitacazes.

O Grupo Espírita André Luiz
Em 1945 foi transferido de Imbituba para o Rio de Janeiro, onde serviu na Fortaleza de São João. Nesta cidade reencontrou-se com antigos amigos, entre os quais Antônio Alves Ferreira, velho confrade do Grupo Espírita Pedro, em Macaé, nessa época residindo no Rio. Das reuniões semanais na residência desse confrade nasceu um culto doméstico que, em poucos meses, se transformou no Grupo Espírita André Luiz, cuja sede provisória era, então, no escritório de representações do confrade Jaques Aboab, à Rua Moncorvo Filho, 27, sobrado.
No Grupo Espírita André Luiz Peixotinho prestou os seus serviços mediúnicos. Nessa fase, enquanto residiu no Rio de Janeiro, reunia os amigos em sua residência, todos os domingos.

Da cidade do Rio de Janeiro Peixotinho foi transferido para a de Santos em 1948, onde passou a frequentar o Centro Espírita Ismênia de Jesus. Naquele ano, antes de mudar-se para Santos, ocorreu o seu encontro com Francisco Cândido Xavier, o primeiro de muitos outros que se sucederiam. Em Pedro Leopoldo, juntamente com Chico Xavier, ocorreram várias reuniões de materialização e de tratamento.
Grande número das sessões no Grupo André Luiz e em Pedro Leopoldo encontram-se narradas por Rafael A. Ranieri em "Materializações Luminosas" (1973).

Peixotinho e a Materialização dos Espíritos (Documentário - FEB TV)


"Espiritismo: Pesquisas Espirituais" (Programa Globo Repórter)


A Ciência e as Sessões Espíritas (Documentário - BBC)


Acúmulo de Cargos de servidores públicos federais na UFC (Clovis Renato)


Ações coletivas e demandas jurídicas - SINTUFCE

 Fala Advogado Clovis sobre ações coletivas - 40min-1h25min: ASSEMBLEIA GERAL - 24/05/2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Curitiba: Clóvis Renato Farias: “No modelo capitalista, o trabalhador não é dignificado, é usado”


Clóvis Renato Farias: “No modelo capitalista, o trabalhador não é dignificado, é usado”

Professor criticou as relações de trabalho abusivas; para o advogado, o assédio moral é fruto de um processo que obriga o homem a se submeter ao capital

A segunda palestra de Clóvis Renato Farias no Congresso Estadual do Paraná teve como tema o assédio moral no trabalho. O doutor em Direito, que já havia abordado a reforma trabalhista na manhã desta quinta-feira (25), criticou o sistema capitalista e o discurso vendido por empresários e empregadores.

Nesse modelo financeiro, onde o capital e o lucro são colocados constantemente acima do trabalhador e do trabalho, o homem é incentivado a deixar de lado suas ideias próprias para seguir o padrão aceitável perante a sociedade.

“Ele vai trabalhar tendo ideias, mas não escolhe a jornada, quanto vai ganhar. Mesmo podendo acrescentar, ele não pode opinar no processo produtivo”, explica. Deste modo, o empregado acaba perdendo a capacidade de pensar e adota sempre a mesma perspectiva – a do patrão.


Risco Invisível

Para Clóvis Farias, o trabalho aliena o homem de sua condição. Ao acreditar que é definido por seu emprego, e não por suas ideias, ele passa a existir apenas enquanto tiver uma função na empresa.

“A pessoa acha que só é alguém se estiver trabalhando. O sistema capitalista faz você entender que não é pago para pensar. Então o trabalho não dignifica o homem. Nesse modelo o trabalhador não é dignificado, é usado até não aguentar mais”.

Psicologicamente, o funcionário é doutrinado para lutar sem parar, como se o sistema fosse valorizá-lo – o que quase nunca acontece. É neste momento que o assédio moral se torna comum.

Por isso nem sempre é fácil identificar e reconhecer comportamentos abusivos no ambiente de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) classificou isso de Risco Invisível. “A gente não percebe, pois se acostumou a essa perspectiva”, diz o mestre em Direito.


Mudança de paradigmas

Com o objetivo de explicar as consequências da supervalorização do trabalho capitalista, Clóvis Faria fez menção a uma fábula conhecida: a da cigarra e da formiga. Na história, a formiga representa a classe trabalhadora, que passa os dias sem descanso construindo uma moradia segura para o inverno. A cigarra, que adota uma postura mais despreocupada, é recriminada.

A moral da fábula é que “aqui só vence quem trabalha”. A lógica da história, porém, poderia ser invertida na opinião do professor. “A formiga acredita que só trabalha aquele que faz o serviço pesado, em série, montando tijolos. Cantar não é reconhecido como um emprego digno, pois foge do padrão capitalista e explorador”, analisa.

Esse tipo de pensamento é comum entre os trabalhadores. Ao invés de dividir, as pessoas disputam entre si. Por isso a maior parte dos assédios acontece entre a classe trabalhadora, que, segundo o professor, tem os ideais distorcidos.

É o chamado assédio ascendente. “Ele começa a achar que tem como tomar o lugar do outro. A ideia é evoluir não para superar a si mesmo, mas para disputar e ser melhor do que o outro. Se conseguíssemos mudar esses paradigmas, talvez a gente conseguisse melhorar muita coisa”.

Assédio e suas consequências

É considerado assédio moral toda a conduta abusiva manifestada por comportamentos e palavras, que causam danos a personalidade, dignidade ou a integridade humana. É preciso, no entanto, que a atitude seja recorrente – e não apenas um fato isolado.

Entre os efeitos colaterais do assédio, está a Síndrome do Sobrevivente. Incentivada pela lógica trabalho – dinheiro – consumo, a doença faz com que o empregado tenha pavor de perder sua fonte de renda. Por esse motivo, aceita o abuso de poder e a manipulação.

O Bullying e a Síndrome de Burnout (definida pela fadiga, estresse, comportamento agressivo e improdutividade), também são consequências do assédio moral sofrido no ambiente de trabalho.

Paraná: “Estão querendo novamente acuar os trabalhadores e afastar o movimento sindical”, afirma Clóvis Renato Farias sobre a reforma trabalhista




Doutor em Direito do Trabalho apresentou as principais ameaças do projeto em tramitação no Senado
A reforma trabalhista sob a ótica do Direito do Trabalho foi o destaque da palestra de Clóvis Renato Farias. O professor universitário levantou as principais ameaças do PLC 38, em tramitação no Senado Federal, e afirmou que o governo “esquece”, ao propor a reforma, de uma lógica histórica que levou os direitos aos patamares atuais. “Estão querendo novamente acuar os trabalhadores e afastar o movimento sindical. Esse passado existe, e tem o futuro proposto pela reforma”, alerta o doutor em Direito do Trabalho.

Entre as graves consequências está a prevalência do negociado sobre o legislado. Segundo Farias, esse ponto da proposta é uma incompreensão da hipossuficiência do trabalhador. “É uma parcela [o governo] destituída de uma vivencia social, cultural, histórica e estão numa discussão meramente patriarcal e financeira. Coloca-se que qualquer tipo de negociação prejudicial supere inclusive a ordem, ou seja, desconfigura o ordenamento jurídico, cria um hiato no sistema e vai dar insegurança”, aponta.
O palestrante também indica a terceirização indiscriminada como uma ameaça. Para Clóvis Renato, o projeto insere um dispositivo para dificultar que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) faça súmulas. “Mexeram no artigo 8 [da CLT], na questão da interpretação, porque o Direito do Trabalho busca a equidade, ele reconhece a desigualdade social. Eles tiram essa lógica, tiram a palavra equidade da CLT, contrariam as normas de direito brasileiro, vão contra a ordem de nascimento e efetividade”, explica.

Sobre o trabalho intermitente – aquele em que a prestação do serviço não é contínua e o trabalhador será remunerado apenas pelo período trabalhado -, o professor alerta que a medida causará um sufocamento do trabalhador. “Porque ele vai ser forçado a trabalhar ou “fingir” que está trabalhando. Isso é uma ‘mãe’ para o assédio moral”, ironiza o especialista sobre a desproteção que tal ponto da reforma causará aos trabalhadores.
Dentro deste processo de perda de direitos trabalhistas e do fim da carteira assinada proposto pela reforma trabalhista, Clóvis Renato Farias diz que a “pejotização” trará também insegurança. “O empregador negocia o famoso ‘por fora’ com o trabalhador. É um desmonte porque quererem equiparar trabalhador e empregador”, argumenta.
A reforma trabalhista, na análise do palestrante, afeta questões sobre saúde e segurança do trabalho, o que é inconstitucional. O doutor em Direito do Trabalho afirma também que o projeto cria um sistema que possibilita a dispensa coletiva. “A reforma diz que não precisa negociar com os sindicatos. E vão negociar com quem?”, questiona. Para ele, o item que obriga o trabalhador a receber um documento de quitação anual dos patrões o deixa acuado, subvertendo a ordem do sistema trabalhista.
Direito do Trabalho
Clóvis Renato Farias destacou que a reforma dificulta o reconhecimento da gratuidade da Justiça. “O trabalhador vai ter de pagar e provar a hipossuficiência econômica, não pode desistir da ação. Vai ser penalizado com as custas. O modelo da reforma vai contra o devido processo legal, porque coloca o trabalhador em pé de igualdade, coloca o empregador como mais fraco em relação ao empregado, subvertendo a ordem”, criticou.
Apesar da tentativa do projeto de reduzir o movimento sindical e esmagar a representação dos trabalhadores, o especialista diz que a Greve Geral, realizada no dia 28 de abril com a participação de mais de 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil, é uma prova de que a força do povo pode mudar os rumos. “No dia 28, o movimento deu uma resposta que o Congresso não acreditava, foi um histórico para o movimento sindical e os trabalhadores”, lembrou. “Os trabalhadores são a maioria e podem se juntar, enfrentar e conscientizar, levar aquela mensagem para aquele que não teve coragem de insurgir”, finalizou.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

domingo, 21 de maio de 2017

Homem no Mundo - CEJD Evangelho (Renato)


Assedio Moral nas relações de trabalho - Congresso CSB RJ (Clovis Renato)


Para Gérson Marques, as entidades sindicais são células de democracia no estado de direito



Procurador regional do Trabalho no Ceará destacou a importância do estatuto para a organização dos sindicatos

A importância do estatuto sindical na organização e no fortalecimento da representação dos trabalhadores foi destaque na palestra de Francisco Gérson Marques, procurador regional do Trabalho no Ceará, no Congresso Estadual do Rio de Janeiro.  “É preciso ter estatutos limpos e bem feitos para a própria segurança da diretoria”, afirma Marques. Segundo o professor da Universidade Federal do Ceará, “as entidades sindicais são células de democracia no estado de direito”. “Ao elaborar o estatuto, devemos pensar no futuro. Ele é feito para organizar a estrutura e o funcionamento da entidade sindical”, completou.

Para o procurador do Trabalho, o estatuto precisa acompanhar a evolução da sociedade e estar atualizado. “É aconselhável que vocês peçam para seus advogados lerem seus estatutos. É preciso adequá-los para as novas conquistas”, explicou. Na análise de Gérson Marques, “a entidade precisa estar próxima da base, promovendo atividades de campo e convocando assembleias para a aprovação do documento”. “Isso contribui também para a elaboração de um estatuto adequado”, emendou o professor.

Os conflitos existentes entre as entidades, segundo Gérson Marques, precisam ser resolvidos no âmbito dos próprios sindicatos para evitar que a Justiça seja acionada em tais casos.  Sobre esse assunto, o presidente Antonio Neto afirmou que existe, por parte da CSB, a intenção de a Central criar um comitê de conciliação interna para resolver possíveis conflitos das entidades da base, além de um manual de boas práticas para a modernização dos estatutos dos sindicatos filiados à CSB.


Representação

Gérson Marque levantou a questão da estruturação do sindicato como instrumento de força na representação da classe trabalhadora. Segundo ele, “uma base grande de trabalhadores demanda uma estrutura para dar condições de atendimento à categoria”.

O procurador apontou ainda a importância do trabalho do movimento sindical e sua adequação para atender às demandas dos tempos modernos. Ressaltou também a necessidade da elaboração de um estatuto consistente também para o correto procedimento nas eleições sindicais. “As eleições são baseadas nos estatutos e não se pode haver discriminação nele porque há a o princípio da igualdade de direitos”, reforçou o professor Gérson Marques.

A mecânica quântica através de exemplos simples


sexta-feira, 19 de maio de 2017

RJ: Assédio moral desencadeia inúmeras doenças colaterais, diz Clóvis Renato


Doutor em Direito abordou o assunto e destacou o programa de conscientização sobre o tema, a violência e o cyberbullying

O segundo dia do Congresso Estadual do Rio de Janeiro chegou ao fim com a palestra do doutor em Direito e professor Clóvis Renato Costa, com o tema “Assédio Moral no Trabalho”. Durante o evento, o especialista explanou sobre a definição e os tipos de assédio, além de informar o papel dos sindicalistas no combate e na visualização deste problema.

Segundo Costa, os outros estados deveriam seguir o exemplo do Rio de Janeiro por ter uma lei própria para o assédio, além de incentivar um programa de conscientização contra o assédio moral, violência e o cyberbullying.

“O Rio de Janeiro continua lindo e deveria servir de exemplo para outros estados. A Lei 3921/2012, que pode salvar vidas, considera assédio moral a exposição do funcionário, servidor ou empregado a situação humilhante ou constrangedora, ou qualquer ação, praticada de modo repetitivo e prolongado, durante o expediente do órgão ou entidade, e, por agente, delegado, chefe ou supervisor hierárquico ou qualquer representante que, no exercício de suas funções, abusando da autoridade que lhe foi conferida, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e do subordinado, com danos ao ambiente de trabalho, aos serviços prestados ao público e ao próprio usuário”, explicou.


O papel do dirigente sindical no combate ao assédio também foi tratado pelo professor. “Esse é o papel do líder sindical. O trabalhador está na posição mais fraca, mas a própria história já mostrou que os oprimidos já afastam muitas coisas, podemos dar o exemplo do Gandhi, ou até mesmo do Mandela, que mudaram paradigmas”, disse Costa.

“Como vamos combater algo que não conseguimos ver? A Organização Internacional do Trabalho (OIT) chama isso de Risco Invisível, pois os colegas do assediado fazem que não veem e as pessoas acreditam que estas atitudes são normais. Isso é invisibilizado na sociedade. Não podemos criticar por criticar, devemos demonstrar porque é invisível e combater, porque a grande mídia nuca fará isso”, completou.


As práticas de bullying, as causas, consequências e tratamento da Síndrome de Burnout e Síndrome de Sobrevivente também foram apresentados por Clóvis Renato.

“Espalhar comentários, zombar do colega, intimidar quem se aproxima da vítima, humilhações, depreciação do trabalho e ridicularização do modo de vestir são comportamentos repetidos de bullying”. Já a Síndrome de Burnout é o esgotamento profissional, físico e emocional, típica situação de stress, pode ter como consequência distúrbios do sono, dores musculares, sensação de perseguição e a perda da sociabilidade. Existe também a Síndrome de Sobrevivente, onde o maior medo da vida dele é perder o trabalho, ele sofre e não diz nada, é um sobrevivente”, falou.

Para finalizar, o advogado indicou os caminhos que o assediado deve trilhar ao identificar o assédio no trabalho.

“O ideal é o empregado se certificar que a conduta é mesmo um assédio moral, posteriormente ele deve reunir provas, que podem ser gravações, e denunciar para o sindicato, que entrará em contato com o Recursos Humanos (RH) da empresa, Ministério Público e Ministério do Trabalho”, finalizou o palestrante, que ainda lembrou que o assédio moral, embora não faça parte expressamente do ordenamento jurídico penal brasileiro, não tem sido tolerado pelo Judiciário.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Misterios do Universo - Buracos Negros

O Tecido do Cosmos: Salto Quântico (Documentário)

Além do Cosmos: Mecânica Quântica (Documentário National G)

SC: Núcleo Espírita Nosso Lar em Florianópolis (visita por Clovis Renato)

Clovis Renato e Luciana, amiga instrumento em Florianópolis/SC

Núcleo Espírita Nosso Lar, constituído em 10 de outubro de 1986, também designado pela sigla NENL, é uma associação civil autônoma, sem fins econômicos, com personalidade jurídica de direito privado, sem distinção de sexo, crença, raça ou categoria social.


O NENL tem por finalidade:
A assistência social e promoção humana, visando uma sociedade fundada nos valores morais que possibilitem a liberdade, a igualdade, participação e solidariedade. Ser modelo e multiplicador na luta pela conscientização do ser humano quanto ao seu papel na melhoria da qualidade de vida da sociedade. Contribuir na medida de suas possibilidades para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com câncer, bem como de doenças degenerativas. A intensificação e a preservação da unidade de seus participantes.




Centro de Apoio ao Paciente com Câncer
Não há dificuldade que o amor não vença;
Doença que o amor não cure;
Porta que o amor não abra;
Obstáculo que o amor não transponha;
Muralha que o amor não derrube,
Pecado que o amor não redima…


O amor transforma, harmoniza a impede a doença. Ninguém precisa morrer só porque está doente. É com a proposta de também oferecer um processo terapêutico complementar ao tratamento clínico, objetivando ajudar o paciente no processo de tornar-se saudável, acessando níveis mais profundos da consciência, que o CAPC (Centro de Apoio ao Paciente com Câncer) foi criado.

Comparações, divergências e melancolia - CEJD